sábado, 19 de junho de 2010

Verminoses em cães

TIPOS DE PARASITAS E SUAS VERMINOSES


Tricurídeos (Trichuris vulpes): são assim chamados porque o perfil sugere um pequeno chicote. Os cães são infestados com ovos de tricurídeos no ambiente em que vivem. Seus ovos são chocados no trato intestinal, onde os vermes se prendem às paredes do intestino grosso e começam a produzir ovos continuamente. Uma infestação severa pode causar diarréia, anemia ou perda de peso.
O tratamento é feito com medicação simples, normalmente com doses repetidas para atingir quaisquer vermes que tenham se prendido recentemente, antes que possam infestar o cão novamente. Como os ovos são expelidos nas fezes do cão infectado, a prevenção é uma simples questão de bom senso: mantenha seu cão afastado das fezes de outros cães e recolha as fezes do seu cão imediatamente. Exames fecais regulares (duas vezes por ano é suficiente) detectarão muito facilmente um caso de vermes.

Filarídeos: Antigamente, restritos a áreas mais quentes e úmidas e relacionadoa a cães que passam muito tempo em florestas, atualmente os filarídeos estão em todos os locais do país.O ciclo de vida dos filarídeos, Dirofilaria immitis, começa com uma picada de mosquito que transmite a larva do filarídeo. A larva penetra na pele, passando por diversos estágios de desenvolvimento e, eventualmente, percorre a corrente sanguínea até o hemisfério direito do coração. Lá eles permanecem e se transformam em vermes maduros. Se não detectada, a população de vermes adultos pode crescer, criando uma massa que bloqueia o fluxo de sangue, reduz a eficiência do coração e, eventualmente, provoca falha no coração.
Quando os vermes adultos se reproduzem, geram microfilárias. São os descendentes que entram na circulação sanguínea e são pequenos o suficiente para serem sugados por um mosquito que pique o cão infectado. De 10 e 48 dias, a microfilária se desenvolve como larva infecciosa. Na próxima vez que o mosquito picar um cão, essa larva de filarídeo é passada adiante e reinicia o ciclo.
Os cães infestados com filarídeos podem passar anos sem apresentar sintomas. Eventualmente, quando esses vermes começam a causar problemas para o cão, um dos primeiros sinais é uma tosse profunda e baixa que piora com exercícios. À medida que o ciclo progride, o cão fica letárgico, perde peso e, algumas vezes, tosse sangue. Nos últimos estágios da filariose, o cão tem problemas para respirar, seu tórax fica abaulado e desenvolve falha cardíaca congestiva. Sem tratamento, ele morrerá.
Felizmente, um teste de sangue rotineiro pode detectar a filariose antes mesmo que apareçam os sinais. E a filariose pode ser facilmente prevenida. Todos os cães devem ser examinados quanto à filariose (seu veterinário pode informá-lo quando e qual a freqüência). Para a maioria dos cães, o teste será negativo, mas mesmo assim o veterinário pode receitar um remédio preventivo contra filarídeos.

Ancylostoma caninum: Esses vermes são encontrados no intestino delgado e medem de 1 a 2 cm de comprimento. Causam anemia, emagrecimento, diarréia hemorrágica.O diagnóstico é feito através de exame fecal, e a transmissão ocorre pela ingestão de alimentos contaminados, água, solo contaminado, transplacentária (placenta quando ainda embrião).


Eimeria e Isospora: Esses vermes se encontram localizados no intestino delgado. A transmissão desses vermes se dá pelo alimento, água e solo contaminado. Os sintomas principais quando ocorre a infestação são anemia, febre, vômito, e fezes de consistência sanguinolenta. Uma boa higienização deve ser feita nos canis , bebedouros e comedouros como medidas de profilaxia. Para o correto diagnóstico é necessário o exame de fezes.

Babesia canis: Esse tão temido protozoário, causa muita preocupação, uma vez que pode ser fatal a vida do cão, porém se diagnosticada a tempo, a cura será possível. O diagnostico é feito através do exame de sangue.
Transmitida pelo carrapato, a babesiose ataca o sangue do animal, e destrói os glóbulos vermelhos, causando anemia. A melhor maneira de prevenir essa doença é combatendo os carrapatos

Toxoplasma gondii: Causador da Toxoplamos esse protozoário bastante comum que pode ser transmitido a humanos e, se tornar grave e fatal quando atacando gestantes ou soropositivos.
Embora seja mais comum em gatos, os cães também podem ser portadores. Localizam-se nas células sanguínea e sistema nervoso central e a transmissão se da pela ingestão do protozoário, através da água contaminada ou via placentária.
A higiene é a melhor profilaxia.

Demodex canis: Demodicose é o nome da doença muito comum em cães e causada pelo ácaro Demodex canis, que é encontrado nos folículos pilosos dos cães alimenta-se da secreção sebácea e das células epiteliais, causando queda de pelo e hiperqueratose.O diagnóstico é feito através da raspagem da pele (microscopia). O contagio é feito através do contato com o solo e com animais que estejam contaminados.

Sarcoptes canis: È um parasita tanto de animais domésticos quanto do homem, causando uma doença muito conhecida a escabiose e popularmente chamada de sarna.
Causador de coceira intensa, espessamento da pele e prurido, sua transmissão ocorre com o contato com animais ou com o solo contaminado.
A melhor maneira de prevenção é a higiene pessoal e dos animais, higienização de canis e evitar contato com animais contaminados.O disgnostico é feito através de exames de raspagem de pele.

Otodectes canis: Parasita canino que habita o ouvido externo, causando prurido auricular intenso, podendo também causar otite ceruminosa e infamações no ouvido.A transmissão é dada pelo contato direto com cães doentes. O diagnóstico é feito através da coleta de secreção auricular análise microscópica.

Toxocara canis: Esses vermes parasitas encontram-se localizado no intestino delgado dos cães mas podem também afetar crianças. Os sintomas são perda de peso, diarréias, tosse, falta de ar, lesões pulmonares, problemas neurológicos e de visão.
Os ovos de ascarídeos são encontrados no solo, onde podem sobreviver por anos. O cão aspira os ovos ao farejar os arredores no solo ou pegando algo com a boca. Os ovos são chocados como larvas, penetram na corrente sanguínea até os pulmões e daí até a traquéia, de onde são aspirados novamente, voltando para o intestino e se transformando em vermes adultos. As larvas de ascarídeos também podem ser transmitidas da mãe para os filhotes pela placenta (na realidade, os filhotes já nascem com ascarídeos) ou através do leite da mãe.
Cães adultos podem ter ascarídeos sem apresentar sintomas. Mas filhotes já infestados podem vomitar, ter diarréia e perder peso. Eles ficam com uma perceptível barriga arredondada (maior do que a usual "barriga de filhote"), a pelagem fica sem brilho e eles não crescem como os demais filhotes. Um cão pode transmitir alguns vermes nas fezes. Esses vermes se parecem com filamentos de macarrão parafuso.Criadores e vendedores responsáveis examinam seus cães e filhotes à procura de ascarídeos e outros parasitas e ministram a medicação para acabar com os hóspedes indesejados. Como qualquer outro tipo de verme, uma boa higiene é importante para a prevenção.

Coccidiose: Não é realmente um verme, mas um organismo microscópico unicelular. Este parasita não é muito comum em cães, mas pode atacar filhotinhos, particularmente quando em condições de higiene precária. A doença é transmitida através de água ou alimento contaminado. As fêmeas de coccídeos põem ovos no trato intestinal dos cães, que são levados para o ambiente nas fezes. Os coccídeos podem permanecer dormentes, não provocando sintomas, mas podem ser ativados por algum tipo de tensão. Assim que entram em ação, esses protozoários provocam diarréia, fraqueza, falta de apetite, anemia e desidratação. Provavelmente, seu veterinário tratará a coccídeos com drogas à base de sulfa e antibióticos. Boas condições de higiene são importantes para a contenção e prevenção da coccidiose. Recolha as fezes imediatamente, assegurando que não haja oportunidade para que a água ou os alimentos sejam contaminados por ela. Se for diagnosticada a presença de coccídeos em seu cão, é necessária uma limpeza completa da área em que ele vive, usando desinfetantes fortes ou água fervente.

Giárdia: Este é outro parasita e pode afetar cães e seres humanos. Freqüentemente, esse protozoário é transmitido pela água contaminada. Os sinais de infecção por giárdia são diarréia (que pode ser sanguinolenta ou viscosa) e, algumas vezes, distúrbios brandos no estômago. Seu veterinário tratará a giárdia com drogas antiprotozoários. Proteja seu cão não deixando que ele beba água de nascentes, rios ou lagos, não importa o quão limpa possa parecer.

Solitária :As pulgas são os vetores mais comuns das solitárias, ainda que estas também possam ser transmitidas através de pequenos roedores ou carne crua. Por isso, nunca alimente seu cão com carne crua ou mal cozida ou restos de animais. Se seu cão tiver recebido tratamento contra pulgas, há uma boa chance de que ele também tenha solitárias. A cabeça, ou ganchos da solitária (a mais comum em cães é chamada de Dipylidium caninum) se prende ao intestino e começa a produzir uma série de segmentos chatos cheios de ovos, o que faz com que um único verme possa ter entre alguns centímetros e vários metros. A forma mais comum de diagnosticar a solitária é descobrir esses segmentos, que se parecem com grãos de arroz, nas fezes, presos no pêlo ao redor do ânus dos cães.
Como os ovos são expelidos em segmentos, um exame de fezes pode facilmente falhar em diagnosticar uma infestação por solitária. É sua responsabilidade ficar de olho nos próprios segmentos e em outros possíveis sintomas, para informar ao veterinário. Observe também se o cão apresenta problemas digestivos e se fica arrastando o traseiro pelo chão, o que pode ser uma resposta à irritação provocada pelas solitárias, mas também pode ser um sinal de glândula anal afetada. O veterinário pode remediar essa situação facilmente, com medicamentos apropriados. Assim que se detecta a solitária (ou se suspeita), o tratamento é simples e efetivo.

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